A inovação vem de dentro das organizações

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A inovação vem de dentro das organizações

A ideia deste artigo é trazer uma perspectiva um pouco diferente aos temas de futurismo e inovação, principalmente quando aplicados ao ambiente das empresas e organizações.

A mudança é a única certeza

O conceito VUCA (volatility, uncertainty, complexity, ambiguity), apesar de muitas vezes ter sido utilizado para descrever cenários de guerra, parece descrever muito bem o que vemos à nossa volta. Vivemos em um tempo de mudança e não há como negar, já é bem comum nos depararmos com notícias de veículos autônomos, inteligência artificial, criptomoedas, entre outras.

Da mesma forma que essas mudanças podem ser bem instigantes para nós quando na posição de consumidores, uma vez que estamos na perspectiva de donos ou gestores de empresas, elas talvez possam gerar um certo desconforto, afinal, ninguém quer ficar para trás. 

Então, sobre essa perspectiva, a inovação, uma vez considerada como algo distante para alguns, começa a se tornar uma questão de sobrevivência. A estabilidade conquistada por muitas empresas nunca foi tão elusiva, ao passo que o cenário se apresenta cada vez mais volátil, incerto, complexo e ambíguo. 

Visão de futuro

Existem muitas forças que influenciam o processo de inovação dentro de organizações e talvez a mais relevante seja a visão de futuro. É através de um vislumbre de como as coisas podem ser que nos esforçamos para mudar o presente. E é neste ponto que entra a relevância das informações que consumimos e como as consumimos.

É cada vez mais complexo distinguir o que é ruído do que é informação útil e uma curadoria de conteúdo nunca se mostrou tão necessária. Ainda sim, ocasionalmente podemos nos deparar com títulos como: “8 previsões para os próximos 10 anos”, “Três inovações que podem mudar a sua vida em breve”, “10 inovações que vão mudar o futuro do planeta”, etc… Tudo isso pode pode chamar a atenção mas fato é que o futuro é incerto, e ninguém tem bola de cristal.

O que existem são perspectivas e visões sobre futuros alternativos. É interessante não apenas olharmos para essas tendências com um olhar mais crítico mas também nos apropriarmos delas e construirmos a nossa própria visão sobre o que está por vir, seja como pessoa ou organização.

 

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O paradoxo

Hoje temos à nossa disposição uma infinidade de ferramentas e técnicas, desde as mais caras até as mais acessíveis. Mesmo que tenham os nomes mais atrativos, a técnica é apenas a técnica e pode, sim, ser útil, mas só ela não adianta se o fator humano não estiver em sintonia com a mudança que se quer proporcionar. No fim do dia, não existe uma solução mágica que vá inovar por você

Mesmo com tudo que já foi apresentado, ainda existe o desafio de se colocar as coisas em prática. É aqui que vemos o conflito entre o que foi vislumbrado e a cultura organizacional, o embate entre a sobrevivência da organização e o instinto de sobrevivência do individuo.

E o medo de arriscar é compreensível, afinal, a mudança causa desconforto e sensação de perda de controle que nos ameaça pessoalmente. Dessa forma, a cultura que cultivamos dentro dos ambientes corporativos é tão importante. 

Não existe inovação sem experimentação, e não existe experimentação sem uma cultura que tolere o erro. Assim como nada disso acontece sem seus protagonistas, os disruptores e inovadores que já estão na organização, a inovação vem de dentro delas.

E você? O que tem feito para viver num mundo VUCA?

Por Victor Morganti, redator integrante da rede aberta de curadores do NewsMonitor.

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Tópicos: #inovação criatividade