Veja os 6 piores erros no trabalho de assessoria de imprensa

O principal objetivo de uma assessoria de imprensa é divulgar uma notícia ou informação sobre uma empresa, produto ou evento da melhor forma possível — para gerar algum tipo de publicação na mídia, construindo assim uma imagem de credibilidade para o cliente. Para atingir essa finalidade com eficácia é necessário atenção a todas as sutilidades das etapas do trabalho, desde a produção do release até o follow-up e demonstração dos resultados.

Contudo, não é isso que se vê no dia a dia de algumas empresas do ramo. Deslizes gramaticais, relacionamento precário com os jornalistas e entregas finais que não são condizentes ao objetivo ou sem sentido são alguns dos principais erros de assessoria de imprensa.

Selecionamos os seis piores erros cometidos no trabalho de assessoria de imprensa. Confira quais são eles e evite que eles ocorram em sua estratégia!

Não definir um plano de comunicação adequado ao objetivo estratégico do negócio

Com a correria dentro das agências e empresas, é comum que o mesmo plano de comunicação seja levemente adaptado para diversos clientes ou que algumas etapas do processo não recebam a devida atenção. Quando isso acontece, todo o trabalho a ser desenvolvido pode ser comprometido. Afinal, cada cliente, produto ou evento possuem particularidades que devem ser refletidas nas estratégias de divulgação.

O escopo básico de um plano de comunicação para o trabalho de assessoria de imprensa, geralmente, é composto pelos seguintes itens:

  • Objetivo: pontuar de maneira geral e específica o que se espera com o trabalho da assessoria de imprensa, ou seja, os resultados;
  • Equipe de atendimento: definição da equipe que responderá às dúvidas e atenderá os jornalistas incluindo nome, telefone, e-mail e demais meios de contato da assessoria de imprensa;
  • Principais atribuições da equipe: explicar as funções de cada um em cada etapa do trabalho;
  • Período de atuação: deadline de cada uma das etapas do processo a fim de que sejam cumpridas para obtenção de resultados;
  • Cronograma de atuação: explicar cada um dos passos e entregas a serem realizados durante o período de atuação;
  • Principais veículos a serem trabalhados: estruturação do mailing com nome do veículo, dados de contato dos respectivos jornalistas e editores para envio dos releases e follow up editor, além da especificação do foco da abordagem;
  • Entrega de resultados: definir o dia em que os resultados serão entregues e como serão mensurados.

Falta de profundidade e qualidade nos materiais enviados

Jargões, erros gramaticais e clichês não são bem-vistos em releases por nenhum editor, repórter ou blogueiro (isso mesmo, atualmente os responsáveis por blogs também constam no mailing de assessores de imprensa). Devido ao grande volume de materiais recebidos por dia, o envio de releases com falta de profundidade e qualidade gera incômodo e desqualificam o material diante aos demais.Além disso, enviar um conteúdo com erros prejudicará a imagem da assessoria de imprensa e também da marca aos olhos desses profissionais.

A situação piora quando eles se deparam com um conteúdo de baixa relevância, sem um propósito claro e carente de profundidade. Além de revisar os textos com atenção e certificar-se de que o teor do material apontará para uma boa matéria, o assessor de imprensa deve ter certeza que ele será de interesse para o público-alvo e canal definidos na estratégia.

Não alinhar as pautas ao interesse do público e aos veículos escolhidos pela assessoria de imprensa

Muitas vezes uma empresa quer divulgar assuntos que não estabelecem nenhuma relação de importância com o público de determinado veículo. Quando isso acontece, pode ter certeza de que o seu cliente não ganhará nenhum espaço na mídia espontânea - ou, caso ganhe, você não tenha resultados expressivos para demonstrar a ele.

Mas então, como contornar essa situação? A melhor maneira de fazer isso é apurando bem o assunto para elaborar um texto cuja abordagem ligue o interesse do cliente ao que o público quer ou precisa, atentando-se também ao veículo escolhido. Mesmo que o seu cliente informe querer aparecer em determinada mídica, é preciso expor a ele se a escolha é viável e o motivo para que decisões acertadas sejam tomadas.

Follow-up desarticulado

Uma das principais ferramentas do assessor de imprensa é o telefone, pois é por meio dele que a relação com os jornalistas será estabelecida. Para fazer isso de forma eficaz não basta apenas enviar um e-mail contendo o release, logo e, em seguida, ligar para confirmar o recebimento. A natureza do follow-up é outra! É preciso criar, manter e estreitar as relações juntamente aos jornalistas. Para isso, conhecer o foco do trabalho deles em determinada editoria para, assim, realizar uma abordagem produtiva para ambos é indispensável.

Mau uso das novas mídias

O termo assessoria de imprensa 2.0 surgiu há algum tempo e quem é da área tem ouvido cada vez mais sobre o assunto. Resumidamente, o termo expressa a integração dos novos meios midiáticos, como blogs e redes sociais, como ferramenta de trabalho para o assessor de imprensa. Por exemplo, em 2010, o Google publicou uma nota em seu blog e a divulgou por meio de suas redes. O caso é até hoje referência sobre o assunto.

É claro que o envio de release por e-mail é recomendado. No entanto, utilizar outros meios de comunicação, como o Facebook, Twitter, Flickr, dentre tantas outras "novas mídias", é uma forma de potencializar as chances de divulgação e interação com o receptor. O assessor de imprensa que as ignora comete um grave erro por acabar perdendo um espaço importante para o seu cliente no mundo digital.

Ausência de métricas claras

Dentro do planejamento de divulgação desenvolvido para a estratégia do cliente, é essencial ter bem definido quais serão as métricas utilizadas para mensurar os resultados obtidos com o trabalho de assessoria de imprensa. Afinal, apenas por meio da entrega desses resultados é possível comprovar que os objetivos foram concluídos - ou que estão no caminho certo mantendo a coerência com o plano apresentado para o cliente.

Alguns exemplos de métricas que devem ser utilizadas pela assessoria de imprensa são:

  • Quantidade de matérias publicadas em jornais diários, revistas mensais, sites de notícia e blogs;
  • Quantidade de matérias publicadas com relação à abrangência do veículo: regional, estadual, nacional e internacional;
  • Número de entrevistas dadas pelo porta-voz da empresa;
  • O volume potencial de pessoas impactadas com a estratégia por matéria, canal e geral;
  • Centímetros quadrados de matérias x valor do espaço (o resultado possibilita indicar quanto o cliente teria gasto se optasse por mídia paga no mesmo veículo);
  • Porcentagem de publicações positivas e negativas sobre a marca.

Agora que você conhece os principais erros de assessoria de imprensa, que tal ler 7 dicas para aumentar a produtividade da sua assessoria de imprensa?

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Tópicos: Clipping Assessoria de Imprensa